Tomei cajuína, sorvete de cajá e refrigerante de caju
como se fosse gente grande.
Dancei forró
como se eu soubesse fazê-lo.
Apaixonei-me
como se fosse possível.
Voltei à realidade
como se ela fosse razoável.
stoN
Para que todos tenham leitura em abundância e, como quem mel come, se enjoem e que as formigas não os alcancem...
No Quênia houve danças tribais ao redor da fogueira em frente à casa da avó do primeiro presidente negro dos USA. Israel lançou míssil na Faixa de Gaza e teme a perda do apoio da Casa Branca: vários palestinos ficaram feridos. Analistas e governos europeus temem a aproximação de Obama com os árabes. Em plena Belo Horizonte, do topo da minha insignificância, vejo com muito bons olhos esse negão!
O arrestei para o quarto e, num desassossego sem igual, beijou-me com tanta sofreguidão que tive a certeza, mais do que absoluta, de que eu merecia morrer naquele momento. Poderia e deveria ser acometido pelo meu último suspiro sentindo o peso do seu corpo sobre mim e a astúcia de sua língua ágil e incisiva. Foi tudo tão efêmero, desencanado e livre que o gosto do beijo ainda está em mim. Minhas mãos ainda guardam o calor delicioso da sua pele. Ele todo, inteiro, com alma e tudo, ainda está em mim. O pensamento não me escapa um só segundo e um sorriso de orelha a orelha teima em não sair de meu rosto. “Como é perversa a juventude do meu coração que só conhece o que é cruel, o que é paixão”.