Chegam às raias da bandalha as modificações que a língua portuguesa sofre. Eu não consigo acompanhar. Já estão falando em abolir o trema. Demorei um tempo enorme pra decorar que a fêmea do elefante era aliá*, depois descobri que esse termo cingalês caiu em desuso e que elefanta serve. E há quem arrisque um estranho “elefoa”. Quando eu descobri, pela minha professora Gorete, que o feminino de poeta era poetisa, inflei-me de orgulho e repetia o termo para todo mundo. Agora tanto faz. Diz-se “a poeta” sem o menor pudor.
Não quero ser eu o defensor de uma língua estática, morta, mas um pouco de erudição não faz mal nenhum. Sejamos coloquiais, mas nem tanto...
* Também é um termo de origem hebraica utilizado para designar a imigração judaica para Israel.