30/04/2010

Sou comum

Leio Nietsche, tenho orkut, facebook, msn e twitter. Tenho vergonha alheia, adoro uma boa noitada e detesto ficar de cara com desconhecidos em elevadores. É desconcertante. Acesso a internet pelo celular, adoro Coca cola e tenho medo da morte. Sou muito comum.
stoN

04/04/2010

Por engano I

Foi de uma forma desconcertante que Eziel conseguiu ajeitar o passo após o tropeção, o que era difícil de ser feito em calçamento tão irregular e úmido. Sentiu uma vergonha seca por parecer tão desajeitado justo em frente à loja onde Sofia trabalha. Pegou com todos os orixás para que ela, ou alguém que o conheça e possa dizer a ela, não o tenha visto quase a se estabacar tentando avistar Sofia. Por os olhos nela, ainda que muito rapidamente, e de longe, era melhor do que não vê-la por tanto tempo. A vergonha foi diluída no pensamento de que talvez, no dia seguinte, encontrasse a menina na volta da igreja. Eziel voltou cansado pra casa, pois percorrera a cidade de um lado a outro a pé. Era um dos menores esforços que fazia para satisfazer sua muda paixão. Tomou uma sopa quente e dormiu cedo. Tinha muito o que ser feito no dia seguinte.
stoN

17/03/2010

Preguiça
à vida
ávida
de vida
stoN

08/03/2010

Algumas Mulheres
Arnaldo Brandão / Tavinho Paes

Mulheres lutam boxe e viram freiras
Decidem eleições e pedem paz
As perfumadas cheiram como princesas
As loucas são tão boas como as que são más
Mulheres querem mel mesmo sendo abelhas
E de tão vaidosas querem muito mais
Se entregam ao prazer, possuídas
E todas ficam lindas quando bem amadas
Mulheres podem ser
À lua cheia
Serpentes nos jardins de Allah
São deusas quando dão luz às estrelas
E à vida que um dia, veio do mar
Algumas mulheres amam outras mulheres
Melhor do que alguns homens conseguem amar
As belas têm poder
As noivas sorte
Prostitutas viram santas quando gozam
Mulheres têm mistérios e se entendem
E uma vez por mês se deixam sangrar
Nos salões de beleza, feiticeiras
Se enfeitam simplesmente para se apaixonar

04/03/2010

O amor é óbvio
O amor é ópio
O amor é ódio
O amor é uó!
stoN

02/03/2010

Usar a caneta até não sobrar nem uma gota sequer de tinta.
Sugar até a infinitésima partícula de energia de cada coisa.
Ir fundo sem promessa de lucro, retorno, recompensa ou gratidão.
Até o talo!
Saber-se finito diante de um mundarel de possibilidades.
Ler até a última letra antes da cegueira.
stoN

01/03/2010

Às vezes, por mais estranho que pareça, as únicas coisas sensatas a serem feitas são: fumar uma cigarrilha, tomar um café amargo e ouvir Norah Jones, sentado num banco na varanda.
stoN

25/02/2010

Madrugada quente
A chuva me tirou o sono
A recordação do seu olhar triste
Levou-me a calma.
stoN

23/02/2010